Selic vai para 7,0% e tem sua baixa histórica

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POR: GUIDE INVESTIMENTOS

Decidimos falar, aqui, um pouco mais sobre a decisão do banco central, divulgada no dia 06/12. A decisão ficou em linha com o esperado: a Selic passou de 7,5% para 7,0%. A decisão foi unânime. Também é importante notar que o banco central (BC) revisou as suas projeções de inflação*: para 2017, ao invés de algo “ao redor de 3,3%”, espera agora 2,9%; para 2018, projeta 4,2%, e não mais 4,3% e; para 2019, prevê os mesmos 4,2%. Ou seja: do dia 25 de outubro pra cá (a última reunião do Copom), as projeções de inflação recuaram.

Em termos práticos, se o IPCA de 2017 terminar abaixo de 3,0% — como agora é previsto pelo BC –, o presidente Ilan Goldfajn precisará escrever uma carta ao ministro Meirelles, reportando as razões pela qual a inflação ficou abaixo do “piso” das bandas de inflação (que vai de 3,0% a 6,0%, com o centro da meta em 4,5%). Isso, no entanto, não diz muita coisa. Quase nada. Importa que as projeções de médio prazo seguem bem comportadas. Mais: “o cenário básico para a inflação tem evoluído, em boa medida, conforme o esperado”, reconhece o BC em comunicado.

Para a próxima reunião do Copom (dias 6 e 7 de fevereiro), o BC foi bastante explícito: “caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o Comitê vê, neste momento, como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária (grifo nosso).

Ou seja: acreditamos que o BC, neste momento, considera em seu cenário-base uma nova redução da Selic, para 6,75% (um corte de 25 pontos base). Isto, é claro, pressupõe que o cenário evolua conforme o esperado. Diante dos riscos, há certo grau de liberdade nos próximos passos do BC. Isto deve ser monitorado até lá.

Em especial, vale dar destaque à reforma da previdência – algo que, caso aprovada, fortalecerá a perspectiva de um novo corte de juros. Também é preciso considerar que as incertezas em relação aos próximos passos do BC, neste momento, são maioria do que no passado recente. O BC foi claro: “essa visão para a próxima reunião é mais suscetível a mudanças na evolução do cenário e seus riscos que nas reuniões anteriores”.

*Considerando o chamado “cenário de mercado” (ou seja, considerando as projeções de juros e câmbio do mercado, extraídas do Boletim Focus). Neste caso, vale notar: o mercado espera que a Selic termine 2018 em 7,0%, e que suba para 8,0% até o final de 2019.

IGNACIO CRESPO REY