Relatório para Março
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16 de maio de 2017

Chegamos ao mês de Maio, muitas incertezas politicas, ainda com reformas por aprovar, nada melhor do que se preparar para investir bem durante esse mês.

Para isso vamos à visão macro e perspectivas de nossos analistas:

Comentários & Perspectivas

Nos EUA, crescem as dúvidas com relação a Donald Trump. Na Europa, diminui o risco político, após 1º turno na França.
Em abril, o dólar perdeu forças, em meio aos receios dos investidores quanto ao poder que Trump, de fato, terá nos EUA. Dito de outra
forma: crescem as dúvidas quanto à capacidade de Trump terá para levar as suas promessas adiante. Assim, os EUA podem não crescer
como muitos esperavam nos próximos anos (e começaram a precificar). Os mercados acionários, no entanto, terminaram com ganhos leves
em abril (o S&P 500 subiu 0,91%; o Dow Jones 1,34%). A Casa Branca finalmente definiu as primeiras diretrizes para a reforma tributária,
embora detalhes e muitas discussões (no Congresso) precisem avançar para que este plano saia do papel.
Na Europa, os dados de atividade continuam a mostrar um bom desempenho, acima do esperado, e investidores se tornam mais otimistas
quanto ao futuro da região. O risco político – grande fator de desconfiança nos últimos meses – diminuiu. Na França, o 1º turno das eleições
presidenciais terminou com Le Pen e Macron avançando na corrida. O 2º turno está marcado para o dia 7 de maio. Os mercados, ao
precificarem a grande probabilidade de Macron sair vitorioso, subiram de forma expressiva por lá: o índice Stoxx 600, que monitora
empresas de 18 países da região, terminou em alta de 3,50% (em dólares) – o 5º mês seguido de alta.
No Brasil, atenção ao front político, e ao avanço das reformas.
O front político é o que ainda concentra as atenções. Em Brasília, toda votação é vista como uma espécie de “termômetro” para a Reforma
da Previdência. Neste momento, embora a Reforma Trabalhista tenha avançado pela Câmara (e agora vai para o Senado), o Planalto não
parece ter forças para aprovar a Previdência. Maio será um mês de negociações, e esperamos que termine com avanços concretos. Isso deve
fazer a bolsa voltar a andar de forma significativa (visto que, em abril, o Ibovespa subiu apenas 0,65%, terminando aos 65.403 pontos), e
contribuir para a queda da percepção de risco-país. Embora as nossas perspectivas continuem inalteradas, será importante que sinais
positivos sejam dados pelo Planalto nas próximas semanas .
Do lado “macro”, vimos alguns sinais de melhora na economia, e projeções cada vez mais baixas para a inflação. O Banco Central (BC),
neste contexto, cortou a Selic em abril, em linha com o nosso cenário-base. E os juros devem continuar a cair nos próximos meses, levando a
taxa básica de juros para um patamar pouco abaixo de 9% no final deste ano. Para que o quadro macro continue a melhorar, será preciso
que o front político mostre avanços concretos, em nossa opinião.

Cenário Brasil

» Mercado de trabalho: desemprego sobe para 13,7%, e a tendência ainda é de piora. Por outro lado…
Segundo dados do IBGE1
, no trimestre móvel com término em março, o desempenho ficou em 13,7%. Subiu em relação ao trimestre com
término em fevereiro (13,2%). Apesar desta deterioração, ficou em linha com o esperado pelo mercado. Vale a nota: na comparação com o
mesmo período de 2016 (jan-mar), o desemprego subiu 2,8 pontos percentuais (p.p.). Destes, 1,6 p.p. se deve à queda da população ocupada, e
1,2 p.p. se deve ao aumento da força de trabalho – fatores que, em conjunto, têm contribuído para o aumento da taxa de desemprego. Mas vale
reparar: a velocidade com a qual a população ocupada tem recuado está diminuindo (sempre fazendo comparações frente ao mesmo período
do ano anterior) – um sinal, embora incipiente, de alguma melhora, que pode se concretizar ao longo do 2º semestre. Mais: os salários reais
têm melhorado, e já sobem na comparação ano-a-ano, refletindo (também) a queda da inflação.
» Inflação: as projeções seguem em baixa
O mercado continua a revisar as suas expectativas de inflação para baixo. Segundo o Boletim Focus, o mercado projeta 4,04% para o final de
2017, e 4,32% para 0 final de 2018. Há exatas 4 semanas, esperava 4,12% e 4,50%, respectivamente. Nos últimos 12 meses (encerrados em
março), o IPCA acumulado é de 4,57%. Importante: diante de preços favoráveis de alimentos, espera-se que no transcorrer do 3º tri a inflação
acumulada em 12 meses fique abaixo de 4% — algo que não acontece desde meados de 2007.
» Atividade: alguma melhora (que já é grande coisa)
Nas últimas semanas, alguns sinais mais animadores começaram a ser observados. Índices de confiança – como o da indústria, por exemplo –
seguem, aos poucos, avançando. O mercado espera um crescimento do PIB de 0,43% para este ano, e segue mantendo a expectativa de
+2,50% para 2018 (há 5 semanas seguidas). Já citamos no último mês, mas vale continuar considerando as projeções do próprio BC, que em
seu último Relatório Trimestral de Inflação revisou a sua expectativa para este ano para 0,5% (era 0,8% até o final do ano passado).

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Bons investimentos.